Você já se viu no meio de uma viagem sonhada, mas tudo saiu do controle? Passagem aérea com horário errado, hotel lotado, atrações esgotadas, orçamento estourado… Parece até roteiro de comédia, mas para muitos viajantes, é realidade. E o pior? A maioria desses contratempos poderia ter sido evitada com um planejamento mais cuidadoso.
Planejar uma viagem deveria ser um dos momentos mais empolgantes da experiência — afinal, quem não gosta de imaginar praias paradisíacas, cidades históricas ou montanhas cobertas de neve? No entanto, muitas pessoas acabam transformando esse processo em uma fonte de estresse, frustrações e até prejuízos financeiros. Isso acontece, muitas vezes, por causa de erros simples, mas comuns, que passam despercebidos até o momento em que já é tarde demais.
Neste artigo, vamos desvendar os erros mais frequentes cometidos ao planejar viagens — desde falhas na organização até decisões por impulso. Mais do que apenas apontar os problemas, vamos te mostrar como evitá-los de uma vez por todas, com dicas práticas, estratégias eficazes e histórias reais que ilustram como um bom planejamento pode transformar qualquer viagem.
Seja você um viajante experiente ou alguém que está planejando sua primeira viagem internacional, este conteúdo vai te ajudar a viajar com mais tranquilidade, economia e, principalmente, mais prazer. Vamos juntos descobrir como tornar cada detalhe da sua jornada mais inteligente, seguro e memorável?
1. Não Definir um Orçamento Realista (e Atrapalhar as Finanças)
Um dos maiores erros — e talvez o mais comum — é começar a planejar uma viagem sem definir um orçamento claro. Muita gente se empolga com destinos exóticos, hospedagens de luxo ou roteiros cheios de passeios, mas esquece de calcular se realmente pode pagar por tudo isso.
O resultado? Viagens que começam com entusiasmo, mas terminam com dívidas no cartão de crédito, estresse financeiro e arrependimento. Segundo uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cerca de 30% dos brasileiros que viajam acabam gastando acima do previsto, muitas vezes por falta de planejamento financeiro.
A solução? Comece pelo fim: defina quanto você pode gastar sem comprometer suas finanças. Isso inclui passagens, hospedagem, alimentação, transporte local, passeios, seguro viagem e uma reserva de emergência (recomenda-se entre 10% e 15% do total).
Dica prática: Use uma planilha simples (ou apps como Nubank, Mobills ou Minhas Economias) para listar todos os custos estimados. Assim, você visualiza o total antes de comprar qualquer coisa.
Além disso, evite o erro de só considerar os custos óbvios. Um café no centro de Paris pode custar o dobro do que você paga no Brasil. Um passeio de barco na Tailândia pode parecer barato em dólares, mas o valor se multiplica com o câmbio. Pesquise preços médios de diárias, refeições e atrações no destino escolhido.
Benefício real: ao ter um orçamento realista, você evita surpresas desagradáveis, mantém o controle emocional e financeiro, e ainda pode aproveitar mais a viagem — afinal, não há nada pior do que ficar contando cada centavo nos dias de lazer.
2. Deixar Tudo para a Última Hora (e Pagar Muito Mais)
“Ah, eu ainda tenho tempo!” — esse pensamento pode parecer inofensivo, mas é um dos maiores inimigos do viajante. Adiar decisões importantes, como compra de passagens, reservas de hospedagem ou ingressos para atrações, é um erro que pode custar caro — literalmente.
Quando você espera até a última hora, perde as melhores promoções, os voos mais baratos e as acomodações com boa localização. Pior: muitas vezes, acaba aceitando opções ruins só por falta de alternativas. Um estudo da Skyscanner mostra que os melhores preços de passagens aéreas aparecem entre 2 e 3 meses antes da viagem, especialmente em voos internacionais.
Imagine este cenário: João quer visitar a família em Salvador no fim do ano. Ele espera até novembro para comprar as passagens. Resultado? Os voos estão 70% mais caros, e ele precisa sair de madrugada por um horário ruim — tudo porque deixou para depois.
Solução prática: Defina as datas com antecedência e comece a monitorar preços assim que possível. Use alertas de preço no Google Voos, Decolar ou Momondo. Para destinos internacionais, reserve hospedagem com pelo menos 60 dias de antecedência.
Além disso, algumas atrações famosas — como o Cristo Redentor, a Torre Eiffel ou o parque de Tóquio Disney — exigem ingressos com reserva antecipada. Em alta temporada, podem esgotar semanas antes.
Vantagem de planejar com tempo: você garante os melhores preços, escolhe os melhores horários e ainda evita o estresse de correr contra o relógio. Viajar com tranquilidade começa muito antes do embarque.
3. Ignorar o Seguro Viagem (e Correr Riscos Desnecessários)
Você já parou para pensar no que aconteceria se, durante uma viagem internacional, precisasse de atendimento médico de emergência? Um simples caso de apendicite pode custar milhares de dólares fora do Brasil — e muitos países exigem comprovante de seguro viagem para permitir a entrada.
Mesmo assim, milhares de brasileiros viajam sem seguro, achando que “nada vai acontecer” ou que o cartão de crédito já cobre tudo. A realidade é outra: o seguro viagem é um dos itens mais importantes do planejamento, e negligenciá-lo pode resultar em prejuízos graves.
Caso real: Ana, de 32 anos, viajou para a Espanha sem seguro. Durante uma caminhada, torceu o tornozelo e precisou de raio-X e fisioterapia. O custo total foi de mais de €1.200 — valor que ela teve que pagar do bolso, pois o sistema público não atende turistas.
O seguro viagem cobre não apenas despesas médicas, mas também perda de bagagem, cancelamento de voos, repatriação e até assistência jurídica. E o melhor: ele é barato se comparado ao risco. Um bom seguro internacional pode custar entre R$100 e R$300 por semana, dependendo do destino e cobertura.
Dica valiosa: Escolha um seguro com cobertura médica acima de US$50 mil, assistência 24h e que atenda aos requisitos do país (como o exigido pela União Europeia para vistos Schengen).
Por que isso importa? Porque imprevistos acontecem. E quando acontecem, você não quer estar desprotegido. Um seguro viagem não é um gasto — é um investimento na sua segurança e tranquilidade.
4. Planejar um Roteiro Apertado Demais (e Chegar Exausto)
Quantas vezes você já viu alguém chegar de viagem e dizer: “Foi incrível, mas eu nem consegui aproveitar direito, foi tudo muito corrido”? Isso acontece porque muitos viajantes caem no erro de querer fazer tudo em pouco tempo.
O famoso “roteiro-relâmpago”: um dia em Paris, outro em Amsterdã, depois Bruxelas, Milão, Veneza… Parece produtivo, mas na prática, é exaustivo. O resultado? Cansaço extremo, pouca absorção da cultura local e, muitas vezes, dinheiro gasto com transporte que poderia ter sido usado de forma mais inteligente.
Analogia simples: Planejar uma viagem assim é como tentar ler um livro inteiro em uma hora. Você vê as palavras, mas não entende a história.
Viajar não é uma competição para ver quem conhece mais lugares. É uma experiência para vivenciar, sentir, descobrir. E isso exige tempo.
Solução prática: Adote o conceito de “menos é mais”. Em vez de visitar 8 cidades em 10 dias, escolha 2 ou 3 e explore-as com calma. Reserve tempo para caminhar sem destino, tomar um café em uma praça, conversar com moradores ou simplesmente descansar.
Além disso, considere o tempo de deslocamento. Um voo doméstico pode levar 1h no ar, mas com check-in, traslado e espera, você gasta 4h do seu dia. Vale a pena?
Benefício real: um roteiro mais leve permite que você crie memórias autênticas, reduz o estresse e ainda economiza energia para aproveitar melhor cada momento.
5. Não Pesquisar sobre o Destino (e Levar Choques Culturais)
Você sabia que em alguns países é proibido mascar chiclete (como em Cingapura)? Ou que em certas regiões da Ásia, dar gorjetas pode ser ofensivo? E que na Arábia Saudita, mulheres precisam de autorização de um homem da família para viajar?
Ignorar costumes, leis e hábitos locais é um erro comum — e que pode causar desde situações constrangedoras até problemas sérios com a justiça.
Exemplo real: Um casal brasileiro foi multado em Dubai por se beijar em local público — algo proibido por lei em alguns países muçulmanos.
Pesquisar sobre o destino vai muito além de atrações turísticas. Inclui:
- Clima e vestimenta adequada
- Moeda local e taxas de câmbio
- Leis e regras de comportamento
- Alimentação típica e restrições
- Transporte público e segurança
Dica prática: Antes de viajar, dedique pelo menos 2 horas para pesquisar o destino. Assista a vídeos no YouTube, leia blogs de viajantes, consulte o site do Ministério das Relações Exteriores (Portal Consular) para alertas importantes.
Além disso, baixe um app de tradução (como Google Tradutor) e aprenda algumas frases básicas no idioma local. Um simples “bom dia” ou “obrigado” em japonês ou italiano pode abrir portas e gerar boas impressões.
Resultado: você viaja com mais respeito, segurança e conexão com o lugar. E ainda evita aquele desconforto de parecer um turista desatento.
6. Escolher Hospedagem Só pelo Preço (e Se Arrepender Depois)
Todo mundo gosta de economizar, mas escolher a hospedagem apenas pelo valor mais baixo pode sair caro. Um hotel barato, mas em bairro perigoso, sem ar-condicionado ou longe do centro, pode arruinar sua experiência.
Muitos viajantes cometem esse erro ao priorizar o preço em detrimento da localização, conforto e avaliações. O resultado? Noites mal dormidas, gastos extras com transporte e sensação de insegurança.
Caso comum: Mariana achou um hostel em Buenos Aires por R$60 a diária. Parecia ótimo! Só que ele ficava a 40 minutos de metrô do centro, em um bairro com pouca iluminação à noite. Ela acabou mudando de hotel no terceiro dia — e pagou o dobro.
Solução inteligente: Use plataformas como Booking.com, Airbnb ou Hostelworld, mas filtre por avaliações reais (acima de 8,0), localização central e comodidades essenciais (como Wi-Fi, segurança e ar-condicionado).
Leia comentários recentes, especialmente sobre limpeza, barulho e atendimento. E não se esqueça de verificar a distância até os pontos que você quer visitar.
Dica extra: Às vezes, pagar um pouco mais por um hotel bem localizado pode compensar. Você economiza tempo, energia e transporte — e ainda descansa melhor.
Benefício claro: uma boa hospedagem é o seu “porto seguro” durante a viagem. Vale investir um pouco mais para garantir conforto e tranquilidade.
7. Não Levar em Conta a Época do Ano (e Cair na Alta Temporada)
Escolher o destino perfeito, mas na época errada, é como comprar um ingresso para um show e chegar depois do encerramento. Muitos viajantes não pesquisam a melhor época para visitar um lugar, e acabam enfrentando chuvas, frio extremo ou, pior, alta temporada com preços inflacionados.
Imagine querer curtir as praias do Nordeste em julho — época de forte chuva. Ou visitar a Chapada dos Veadeiros no auge do verão, sem reservar com antecedência, e encontrar tudo lotado.
Dado importante: Em destinos como Fernando de Noronha, os preços de hospedagem podem triplicar em feriados e alta temporada.
Solução prática: Pesquise o clima, eventos locais e períodos de pico antes de definir as datas. Sites como Time and Date, Climate-Data.org ou blogs de viagem especializados ajudam nisso.
Prefira a baixa temporada sempre que possível. Você encontra preços mais baixos, menos filas, ambientes mais tranquilos e ainda contribui para o turismo sustentável.
Claro, se você quer ver a neve no sul da França ou o carnaval no Rio, precisa ir na época certa. Mas, nesses casos, reserve com muito mais antecedência.
Resultado positivo: viajar na época ideal melhora a experiência, reduz custos e evita frustrações climáticas ou logísticas.
8. Esquecer Documentos e Requisitos de Viagem
Você já chegou ao aeroporto e percebeu que o passaporte estava vencido? Ou que precisava de visto, mas não sabia? Esse tipo de situação é mais comum do que parece — e pode cancelar toda a viagem.
Muitos países exigem:
- Passaporte válido por pelo menos 6 meses após a data de retorno
- Visto prévio (com tempo de análise de até 30 dias)
- Vacinas específicas (como febre amarela para entrada em alguns países da África e América do Sul)
- Comprovante de vacinação contra a COVID-19 (em alguns destinos)
História real: Lucas planejou uma viagem para a Nova Zelândia, mas só descobriu que precisava de visto eletrônico (NZeTA) uma semana antes. O processo demorou 10 dias — e ele perdeu o voo.
Dica essencial: Faça uma checklist de documentos com pelo menos 60 dias de antecedência. Inclua:
- Passaporte
- Visto (se necessário)
- Carteira de vacinação internacional
- Cópias digitais e impressas
- Reservas de hospedagem e passagem
Consulte o site do Ministério das Relações Exteriores ou da embaixada do país destino para confirmar todos os requisitos.
Benefício direto: você evita transtornos no embarque, multas ou até deportação. E viaja com a cabeça tranquila.
9. Não Levar um Plano B (e Ficar à Mercê dos Imprevistos)
Mesmo com o melhor planejamento, imprevistos acontecem: voos atrasados, hotéis lotados, chuva no dia do passeio, problemas de saúde…
O erro? Achar que tudo vai sair exatamente como planejado. Quando isso não acontece, muitos viajantes entram em pânico, perdem o controle e acabam arruinando a viagem.
Analogia útil: Planejar uma viagem sem um plano B é como dirigir sem GPS — se der um engarrafamento, você não sabe para onde ir.
Solução prática: Sempre tenha alternativas:
- Voos alternativos em caso de cancelamento
- Lista de hospedagens de reserva
- Plano de passeios para dias chuvosos
- Contato de emergência (embaixada, seguro, família)
Além disso, mantenha uma reserva financeira (como mencionado antes) e use apps como Google Maps offline, Moovit (transporte público) ou iOverlander (para quem viaja de van ou acampa).
Mudança de mindset: viajar não é sobre controlar tudo, mas sobre saber lidar com o inesperado. Flexibilidade e calma são as melhores malas que você pode levar.
10. Esquecer de Curtir o Momento (e Voltar com Saudade da Viagem que Não Viveu)
Depois de tudo planejado, comprado, organizado… muitos viajantes cometem o erro final: ficar tão ocupados tirando fotos, postando stories e seguindo o roteiro que esquecem de viver a viagem de verdade.
Você já viu alguém passar 20 minutos ajustando a luz para uma foto no mirante, mas nem olhou para a paisagem? Ou alguém que corre de atração em atração, mas não lembra como foi cada uma?
Reflexão importante: Viajar não é sobre acumular likes. É sobre acumular memórias.
Dica emocional: Reserve momentos para desconectar. Deixe o celular na mochila, sente em um café, observe as pessoas, escute a música local, experimente uma comida sem tirar foto.
Respire. Sorria. Sinta.
O maior benefício de evitar todos esses erros? Você não só viaja melhor — você vive mais. Cada detalhe, cada erro evitado, cada escolha consciente, contribui para uma experiência mais autêntica, leve e transformadora.
Conclusão: Planeje Bem, Viaje Melhor
Chegamos ao fim deste guia completo sobre os erros mais comuns ao planejar viagens — e como evitá-los de uma vez por todas. Relembrando os principais pontos:
- Defina um orçamento realista e respeite-o.
- Planeje com antecedência para garantir preços e disponibilidade.
- Nunca viaje sem seguro viagem — é proteção essencial.
- Evite roteiros apertados: qualidade > quantidade.
- Pesquise sobre o destino: cultura, leis, clima.
- Escolha hospedagem com equilíbrio entre preço e qualidade.
- Viaje na época certa e evite a alta temporada.
- Confira todos os documentos com antecedência.
- Tenha um plano B para imprevistos.
- E, acima de tudo, lembre-se de viver o momento.
Planejar uma viagem não precisa ser um fardo. Com as estratégias certas, pode ser tão gostoso quanto a própria viagem. E quando você evita esses erros, transforma cada jornada em uma experiência verdadeiramente inesquecível.
Agora é sua vez: qual desses erros você já cometeu? E qual dica mais te surpreendeu? Compartilhe nos comentários — sua experiência pode ajudar outros viajantes a evitarem os mesmos deslizes.
E se este artigo te ajudou, compartilhe com alguém que está planejando uma viagem. Porque viajar bem é um direito de todos — e com as ferramentas certas, qualquer um pode fazer isso com mais inteligência, segurança e alegria.
Boa viagem! 🌍✈️
E lembre-se: o mundo é grande, mas com um bom planejamento, ele fica muito mais perto.

Fernanda Santos é uma entusiasta de viagens e gastronomia, sempre em busca de novas experiências em restaurantes ao redor do mundo. Apaixonada por liberdade financeira e desenvolvimento pessoal, ela busca constantemente formas de otimizar seu tempo e alcançar resultados expressivos em todas as áreas da vida. Sua curiosidade e dedicação fazem dela uma referência para quem deseja combinar prazer, aprendizado e crescimento contínuo.